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Entrevista com o técnico da Seleção Brasileira de Ciclismo de Estrada

  • 7 de jul. de 2016
  • 2 min de leitura

Técnico da Seleção Brasileira de Ciclismo de Estrada, Adir Romeo fala do esporte no Brasil, da Seleção e também das Olimpíadas, quando comandará os atletas Murilo Fischer, Kleber Ramos, Clemilda Fernandes e Flávia Oliveira, convocados pela CBC para os Jogos. O técnico falou com exclusividade ao Sul Pedal em entrevista feita por e-mail com o apoio do ciclista Everton Luiz da Silva Machado, de Candiota.


1 – Como a Seleção vem se preparando para os Jogos 2016? O que a torcida pode esperar do grupo nas Olimpíadas em casa?

A disciplina de estrada tem um particular. Os atletas tem seu time e estão fazendo nesta reta final corridas fora do Brasil. E ganhando ritmo para enfrentar o evento olímpico com seu trajeto de mais dificuldade dos últimos tempos. Espero que a Olimpíada de mais subsídios para ampliar os adeptos do ciclismo no Brasil e que se façam presentes no Rio torcendo pelo País.


2 – Na avaliação do técnico, as Olimpíadas no Brasil de fato podem estimular o esporte entre os jovens?

Entendo que um evento desta magnitude, sim, vai despertar mais interesse. Mas necessitamos seguir fomentando nas escolas o espírito Olímpico. A prática da Educação Física vai nos trazer melhores pessoas e com ampliação de estrutura na formação dos jovens. O esporte é uma das ferramentas para elevar o nível social dos brasileiros, e educacional. Necessitamos mais oportunidade para os jovens praticarem!


3 – De uma forma geral o ciclismo se expande no Brasil. Mas o que ainda falta para o país ficar entre os grandes do esporte nas modalidades do pedal? É investimento? Estímulo?

Organização de uma política esportiva. As confederações necessitam profissionalizar-se e ampliar o entendimento de uma organização administrativa voltada para o ciclista e a formação de clubes. Expandir o ciclismo na escola. Investimento sempre é necessário, mas primeiro algo concreto de forma teórica para nortear os investimentos de uma forma proporcional e crescente. Regulamentar o uso do dinheiro.


4 – A Zona Sul do Rio Grande do Sul tem muitos jovens iniciando forte no pedal. Qual o conselho do técnico para quem deseja seguir carreira?

O potencial gaúcho é fantástico. Muitos valores saíram deste Estado que é tradicional em tudo que faz. Este é o diferencial, manter a tradição as culturas e dar oportunidade aos verdadeiros valores. Entendo que em todo Brasil há necessidade de uma organização única. Uma forma única de agirmos para padronizar e controlar melhor os valores revelados, fortalecer a Federação Gaúcha de Ciclismo, como a grande propagadora das regras e forma de prática. Também um processo para facilitar o acesso ao ciclismo esportivo e competitivo. Fomentar pequenos clubes regionalistas. Como exemplo, devemos voltar no tempo: Trabalhar com o ciclismo nos bairros, formar colaboradores, formatar organizações clubistas, microrregionais e ai iniciar a ascensão ao ciclismo competitivo, que é o único que nos colocará no caminho de uma olimpíada, se quisermos medalhas. Mas tudo deve começar na escola, formando pessoas e lideranças.


Foto: Arquivo pessoal de Adir Romeo

 
 
 

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